sexta-feira, 18 de abril de 2014

MEU REFÚGIO

 
Meu Refúgio
 
Que fujam as rimas dos meus sonetos,
Escureça o céu, morram as flores,
Que a primavera vire outono,
Que o verão dê espaços ao inverno...
 
Que as tempestades inundam vidas,
Sejam maremotos todas as dores,
Que não cicatrizem minhas feridas,
E não haja sol todos os meus dias...
 
Desde que a vida não me abandone,
E sua boca seja minha fonte,
Seu desejo único horizonte,
 
Que sejam meus abrigos os seus sonhos,
Seu corpo o calor do meu cobertor,
E sua simplicidade... Meu amor!
 
Marco A. Alvarenga