terça-feira, 29 de abril de 2014

TEMPESTADE

 
 

Tempestade

 
Que ventania, amor, é forte o vento
Que sopra impiedoso sobre o mar,
Varrendo num instante o pensamento
De dias tão felizes a cantar.
 
Olhando para trás, num só momento
Vivido na esperança de te amar,
Ficou cá dentro um triste sentimento
De frustração e medo a torturar.
 
Agora, quando olho em teu olhar,
Procuro nos teus olhos encontrar
Os dias de bonança, o teu calor...
 
Vestido de esperança, hei-de ficar
Na ânsia de ainda um dia despertar
Teu coração para este imenso amor...
 
José Sepúlveda