segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

CHAMA




Chama


Não te reconheço, Oh! fria chama,
quando a carne me sopras, tão ardente...
Teu toque, brisa que me atiça e inflama
As cinzas acumuladas… dormentes

Desconheço alegrias ou dramas.
As brasas vivas, de ar vivo carentes,
Denunciam fogo fundido à lama
Da lágrima finda em ardor latente...

Sei arder fagulhas… morno desejo,
Sufocando a frieza não cumprida
Que só aguarda a faísca de um beijo...

sei que este fogo há de queimar em vida
O combustível, tal querer sobejo,
De incendiar a volúpia sentida!

Luciana Nobre