domingo, 8 de maio de 2016

TANTA SAUDADE, OH, MÃEZINHA!





Tanta saudade, Oh, mãezinha!


Quis recordar o abraço terno, a infância
As peraltices muitas... longe um longo brado...
Peito ofegante, enfermeira sempre ao lado...
Um olho posto à Singer, outro à vigilância...

O teu franzino corpo, de labor marcado, 
Se retalhou em pó, e hoje evoco... à distância, 
A reprimenda doce, trajada da ânsia
De quem prevê e me alerta o esboço errado...

Remodelei o ontem... cada vão momento...
Com a agulha da memória, fio que resta, 
E nos costuro frente ao espelho do alento...

Tanta saudade, Oh, mãezinha! é a fresta
Por onde despida, busco ao firmamento,
o manto amor que se me impõe por tua destra...

Luciana Nobre