segunda-feira, 9 de junho de 2014

CANTO DA MINH ' ALMA ...


Imagem de Google


Canto da Minh´ alma …


Na clara penumbra que inda perdura,
Ao romper forte do luar que me acalma…
Cantos bradam seus toques de ternura,
Derramando puro mar na Minh ´ alma…

Um hino! que me enleva no alto manto;
Maresia em meu peito, bravo batendo…
Vagando nas fundas ondas d´espanto
Que carpira o lago eterno. Gemendo…

Tu! que rasgas veloz, a sorte minha,
Nos céus – urdida de sendas de rainha,
A que tece meu ser…tal sentimento…

D ´ardor, tarjas Minh´ alma de marfim
Brotando, tão fogosamente, enfim…
Roseira alva, florindo. Entendimento…

Helena Martins

LIBERTO DO CATIVEIRO






“LIBERTO DO CATIVEIRO”


Passarinho, que só vez passar as horas,
Em prisão que perdura, sem poderes voar!
Preso na gaiola, já não cantas, choras,
Infinitas horas, num grande e cruel pesar!

Deslisam no ar os teus irmãos a cantar,
Alegres em bando, aos fulgores de Abril;
E tu, nesse inferno pavoroso a chorar,
Vendo fugir as horas num tormento vil!

Que saudade a tua, do ninho querido
Tão bem escondido na acácia em flor,
Onde trilavas, gostoso, madrigais de amor!

Então o Poeta, a escrever, ficou sentido,
E abriu-lhe a triste gaiola sem ninguém ver.
E num voo, a ave elevou-se, para lhe agradecer!

Alfredo Costa Pereira



sexta-feira, 6 de junho de 2014

UTOPIA DE VENDAVAIS


Imagem- Alexandru Darida __Open ArtGroup


UTOPIA DE VENDAVAIS


Há uma alma mística no teu regaço
Que difunde em baladas no espaço.
É roseira bravia que enlouquece, porém,
Seu perfume nos leva aos mistérios do além.

Tempestuosas e rubras paixões
Esvoaçam pelos largos corações
Em tamanhos violinos e outros mais
Orquestras das sifónias multiculturais.

Há um verso, metáforas em diacronia
Que enlaçam divinal e agilmente nos reais
Palácios que se acharam à poesia.

Há uma alma mutante que é o dia
E também utopia de vendavais
Que te assoleiam as entranhas de magia.

© RÓ MAR

quarta-feira, 4 de junho de 2014

RIOS D' AZUL, SUSPENSO...


 Imagem do Google


Rios d´azul, suspenso…


Dispersos, bem longe, do horizonte,
Lá, onde luares d´oiro correm intenso…
Eternos bálsamos vazam da fonte,
Prateada de mar - rios d´azul, suspenso…

Ampla, vaga, solta nos raios de um céu...
Minh ´alma absorvida - ora - vive rara,
Entorpecida, ala nas asas do véu…
Que sobre meu corpo, inerte, tombara…

Ah, sátira que no infinito aclamas, 
Meu ser! enfim, tuas safiras são chamas 
Cravando meu peito - tiaras ateadas!...

Teus laivos vertidos são prantos... tais... 
Com engenho, brotando. Mil bonsais… 
Nas pétalas do olhar de musas amadas!... 

Helena Martins