domingo, 7 de janeiro de 2018

O AMOR... DESEJO DE AMAR


Imagem - IN$PiRATiON


O AMOR... DESEJO DE AMAR


O amor é desejo, muito requintado,
Serve a mestria, em taça dum frio/quente,
Consoante a percepção do ente lado a lado,
Num acaso que o tempo estima e sente.

Cúmplice momento que, transborda penas
Dum universo onde existe um apenas 
De realidade, passa o resto duma vida
Apelidado utopia, magia real dum dia.

Tempo indefinido que soletra dia a dia
O semblante que houve num singelo olhar,
Num beijo inocente, abraço de magia,

Num acaso que o tempo quer memorar,
Cúmplice momento que, inventa alegoria,
Numa poesia inscreve desejo de amar. 

© Ró Mar

DIZER ADEUS


Imagem - Google


DIZER ADEUS


Aquela sensação que não se explica,
Que nos corrói por dentro o sentimento,
É uma estranha dor, um desalento,
Entre aquele que parte e o que fica…

É transformar o todo num fragmento,
Onde o choroso olhar, triste suplica
E a mão que diz adeus, se multiplica,
Num derradeiro e longo movimento!

Separam-se as memórias de uma vida!
Rasga-se ao meio a folha ressequida,
Pelo terno calor de uma amizade…

Distantes, mas tão perto, tais lembranças,
Pintam de verde os sonhos e esperanças,
Enquanto vão morrendo de saudade!...

J. M. Cabrita Neves

sábado, 30 de dezembro de 2017

FIM DE ANO



FIM DE ANO
 

Fim de ano!... Faço nova retrospectiva
de tudo aquilo que eu queria e não fiz:
pego um lápis... papel... lousa, meu giz
e esboço a tal lista - de forma negativa.

Ah! Eu sei que deveria ser mais positiva,
achar minhas pérolas... até alguns rubis;
lembrar de perigos que venci por um triz
e com minha sina ser mais compreensiva.

Fim de ano! Gostaria de poder esquecer
os desencantos... também o parco prazer
e ver a vida dum modo menos profundo.

Fechar o jornal - com as feridas do mundo-
deixar a dor... todos esses dramas pra fora
e despertar, com amnésia, na nova aurora.

Silvia Regina Costa Lima

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

VALSA DAS PALAVRAS


Pintura por Andre Lucero


VALSA DAS PALAVRAS


Vestida de seda alva, pura e calma...
Dançando no píncaro das palavras,
Ao luar da noite que ilumina a alma...
Ó doce melodia por que lavras?

Tal acorde com sentimento tocando...
O genes da ternura no ar em flor;
Os braços esguios no alto se elevando...
Quanto sentido perfumado d' amor?

E o mundo de desejos mil balança...
O meu espírito néscio alcança,
Entre neblinas que assolam a mente:

Do chão vê brotando mais de mil rosas, 
E esvaídos rostos de mãos preciosas
O Cerne derramando docemente...

Helena M. Martins

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ESPÍRITO DE NATAL




ESPÍRITO DE NATAL


E numa caixa muito delicada
coloquei, do ar, uma peninha;
pus, do mar, uma conchinha,
da terra, a semente sagrada.

O amor (na forma consagrada)
eu encaixei ali, nessa caixinha,
porque ela mesma já continha,
o fogo da minha poesia amada.

Senti que reproduzia o mundo
no meu presente tão emotivo,
cheio de significado profundo.

E a minha dádiva sentimental
foi pra que permanecesse vivo
todo o lindo Espírito de Natal!

Silvia Regina Costa Lima