segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MEUS DESEJOS




Meus desejos


São sonhos e quimeras meus desejos,
poemas que meu pensamento ensaia,
escritos sobre rendas e cambraia,
com tintas que eu extraio de teus beijos;

de fato, tenho apenas teus adejos,
prazeres que me espreitam de tocaia, 
volúpia que no leito teu se espraia,
despida de recatos, tolos pejos.

Quimeras que transmuto em doce enlevo,
porque viver sem elas nem me atrevo,
e morreria longe de teu ninho.

Esses delírios de paixão, carinho
que dentro d’alma trago e em mim aninho
são versos de um poema que te escrevo. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

FALTAS-ME…


Imagem – Bellissime Immagini 


FALTAS-ME…


Aquela troca de olhares, só duas palavras,
Um beijo cúmplice é mais que tudo.
É um universo que move e alastra vidas...
E assim faz do presente um novo mundo.

A amizade é só um dos bens mais precioso,
É o pilar que alimenta e move os dias que preciso.
Aquela força que imana de um simples abraço
É a áurea que constrói de novo o vazio de um espaço.

A tua presença é muito mais que tudo.
É a razão que faz sonhar com o tempo novo,
A certeza que difunde as dúvidas onde me movo.

Aquela troca de olhares, só duas palavras que provo,
O romper de um silêncio é mais que tudo.
Faltas-me… ainda acredito que sou amado.

© RÓ MAR


domingo, 18 de dezembro de 2016

GOSTO DE TI




“GOSTO DE TI”


Aí vem a aurora com seus mantos luminosos:
Eu amo os teus sorrisos de encanto sem fim,
Mas amo ainda mais os teus lábios formosos
Os teus lábios que sorriem de amor para mim!

Eu amo as estrelas nas suas abóbadas infindas
Vertendo nos lagos um sereno e calmo fulgor;
Mas gosto mais ainda dos teus tão lindos olhos
Deitando na minha alma os seus raios de amor.

Também gosto das ondas do mar da cor do luar
Mas ainda gosto mais dos teus belos cabelos
Que sobre teus ombros largos costumas soltar!

Gosto da brisa da tarde e ouvir os seus lamentos
Lá longe nas serras e montes cobertos de gelos;
Mas o que eu mais amo na vida é o teu amor 
Que me ofereces em todos os momentos!

Alfredo Costa Pereira

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

PÁSSARO FERIDO



Pássaro ferido


Sou pássaro ferido – voo lento –
a vida me atirou calhau na asa,
enquanto eu voo o sangue aos poucos vasa
e mesmo assim eu vou cortando o vento.

Voar mais alto muitas vezes tento,
porém a minha força é curta e rasa,
e doí-me tanto quando o sol se abrasa,
mas mesmo em dor um novo sonho invento.

Um pássaro ferido e persistente,
que plana em pleno céu e segue em frente,
sempre a buscar além nova quimera.

E voo, e voo, sempre em rumo certo
hei de encontrar oásis no deserto:
a luz do amor, que cura e regenera.

Edir Pina de Barros