terça-feira, 24 de outubro de 2017

EU TE SONHO


Imagem - Bellissime Immagini 


EU TE SONHO


Escrevo apenas umas letras miúdas
Para que escutes baixinho as badaladas
De menino que te quer com carinho,
Te deseja em silêncio. Eu te sonho.

O vento sereno e teu amanhecer
Em minha letra é dia inteiro para amar
Outras tais letras miúdas florescer
E à noitinha de novo te abraçar.

Menina de olho azul e cabelo ouro sedento.
Cores que invento quando ouso escrever
Em letras miúdas tão grande sentimento.

O sol ilustra a única página que vai aparecer,
Imagem branda que com carinho componho.
Escuta baixinho menina: Eu te sonho.

© Ró Mar 

SERENATA




SERENATA


Vou cantar-te esta noite à luz da lua,
Uma canção que fiz só para nós!
Fala de amor, de quando estamos sós,
E de nós de mãos dadas pela rua…

Nos versos te pintei e te dei voz!
Nos versos te despi e deixei nua!
Numa história de amor, que é minha e tua,
Em ti o meu poema se compôs!

Abre o teu peito amor, vem à janela!
A noite é de luar, serena e bela…
Mostra-me esse sorriso de gaiata!

Escuta ao som de guitarras e de banjos,
Como vindas do céu em vozes de anjos,
Só para ti a minha serenata!...

J.M. Cabrita Neves

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

DE UM AZUL QUE AMOU O MUNDO




DE UM AZUL QUE AMOU O MUNDO


Quem te compôs em flor
Foi de certeza o amor
De um beijo enamorado,
De um olhar tão azulado

Quanto um céu pré-estrelado;
Quem te amou tão intenso
Foi de certeza amado;
E, assim sente-se o incenso

Que perfuma outros dias
De um olor tão profundo
Quanto o mar que sorrias;

Quem te leu os traços da alma
Foi de certeza a calma
De um azul que amou o mundo.

© RÓ MAR

terça-feira, 10 de outubro de 2017

MEU CORAÇÃO




MEU CORAÇÃO


Este meu coração tão desgastado,
cansado de sofrer de noite e dia,
anseia por amar e ser amado,
não quer mais a saudade que refreia.

Este meu coração desesperado,
vive longe de ti sem alegria,
perdido num marasmo, desolado,
morrendo de sarcasmo e agonia.

Guardo a tua imagem no meu peito,
e sofro a cada hora do meu jeito,
querendo o teu corpo junto ao meu.

Eu não sei, quantos dias vão passar,
sem a doce ternura desse olhar,
sem alcançar na terra o meu céu?

Abílio Ferradeira de Brito