sexta-feira, 31 de agosto de 2018

QUIS DAR-TE A LUZ DO SOL





QUIS DAR-TE A LUZ DO SOL


O sol…, sim…, quis dar-te um dia a luz do sol
amar-te, em nobres sonhos, sobre o mar…
Um céu de estrelas tu terás como lençol,
no lago onde as medusas vão noivar.

Querer, é ver-te à luz ténue dum farol,
renascer sobre um oásis e cantar,
roubando a melodia a um rouxinol…
ao raminho onde a saudade vai pousar.

Se a chuva cai as giestas vão florir
nas gotas de água há cristais a sorrir,
às urzes e às penedias, numa estrada.

S’em meus sonhos há fragrâncias duma aurora
eu dou-te o sol dum ocaso, sem demora,
agradecendo esta saudade à madrugada.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

TU ÉS "NÃO SEI COMO” E “NÃO SEI QUÊ”


Pintura de Berthe Morisot


TU ÉS "NÃO SEI COMO” E “NÃO SEI QUÊ”


Se os anos que vêm forem como se prevê,
Ela, o meu amor, ainda mais me agradará;
Sim, porque só eu sei que em toda ela há, 
Um “não sei como” e um “não sei quê”!...

Enfeitiçaste-me logo com o teu olhar,
Mal nos demos, por acaso, a conhecer.
E se a outros pareces uma mulher vulgar,
Tu para mim és…,“não sei como” o dizer!...

E é por isso que eu nunca fico a cismar,
Quando te pões em silêncio, sem falar.
E, sendo a tua voz bonita e harmoniosa,

Nos teus silêncios, eu vejo um “não sei quê”, 
És de facto, ”não sei como” e “não sei quê”!
Um mágico encanto feiticeiro, és amorosa!

© Alfredo Costa Pereira

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

UM SÓ CORAÇÃO


Imagem: Google


UM SÓ CORAÇÃO


Eu tenho um coração que é partilhado,
Numa união perfeita por amor,
Por isso eu me sinto tão amado,
Que faz de mim um poeta sonhador.

Ele vive em meu peito encantado,
Tão feliz tomou asas de condor,
Para puder voar por todo o lado
E procurar bem longe o seu amor.

Unidos eles são apaixonados,
Na teia do destino colocados,
Na chama do desejo que não mente.

Quando do coração se faz partilha,
Algo dentro de nós, pula e fervilha.
Querendo amar, amar, tão loucamente.

Abílio Ferradeira de Brito

domingo, 26 de agosto de 2018

VELUDO RUBRO AO LUAR


Imagem- Bellissime Immagini 


Veludo rubro ao luar


Abraça-me, naquele desejo fugaz
Que só tu sabes, meu amor, o que se faz
De alma e se enlaça no coração
Soltando gemidos de pétalas rubras.

Veludo rubro dos teus celsos lábios 
Que invocam o celestial vento, são
Desnovelo de meus cabelos, cios 
Que rodopiam pelo teu corpo.

Abraça-me na tua doce brisa
Meu amor, pele sana, corpo-a-corpo, 
Que se rompe ao universo, rara coisa.

Momento magnânimo, soberbas,
Excelsas borboletas que se esvoaçam
Ao luar, para contemplar os que amam.

© Ró Mar