segunda-feira, 25 de outubro de 2021

O NASCER DO SOL




O NASCER DO SOL


Olho o sol a nascer resplandecente,
Inundando de luz a Natureza,
Que exala um doce aroma de pureza,
Que desabrocha em flor serenamente!

Há mais vida, mais cor, maior beleza,
Que só um certo olhar poeticamente,
Diz o que o coração observa e sente,
Com mais carinho, amor, delicadeza!

É um poema a vida em movimento,
É extasiante olhar, deslumbramento,
É harpa dedilhada aos meus ouvidos!

É também um matiz multicolor,
Na tela imaginada de um pintor,
Num intenso deleite dos sentidos!...

© J. M. Cabrita Neves | 10/ 2021

domingo, 17 de outubro de 2021

POÉTICA: SONETOS

SONETOS

com inclusão num dos versos:

"SONETOS DO UNIVERSO"

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Autores: RAADOMINGOS | Ró Mar | ARIEH NATSAC


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"SONETOS DO UNIVERSO"


Um pedaço de poesia o bem que faz!
Há quem a recomende como terapia,
Para curar os males e sonhar em paz;
Seja qual for o motivo é dia após dia!

Ah, quase que esqueci do que me trouxe aqui!
Momentos, tanto que vivi, alegria e tristeza!
Ambos recordo com afinidade e ali
Sei que poderei tê-la com toda a certeza.

Certezas de quê? Todos os factos são por certo,
Reais, embora alguns andem ao inverso!
Ah, houvesse empatia, que isto tinha concerto!

E, por aqui a viver o Planeta, meu verso,
Sorrio deixando linhas em aberto
Por magia poética: "Sonetos do Universo"!

© Ró Mar | 2021

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"SONETOS DO UNIVERSO"


Triste devaneio que encetei, oh céus!
Julgar que as estrelas do teu firmamento,
Eram lábios que se colavam aos meus;
Qu' as beijava sôfrega de aprazimento.

Sonhava que as desposava na noite fria;
Que as cobria com versos de sonetos
E que riam, riam contentes e eu também ria;
Como se os poemas fossem agora nossos tetos.

Sofro agora acordada do que sorria;
Saber qu' ilusão é epíteto da utopia
E que tanta, escrevi nos duplos quartetos.

Aos tercetos, descubro que a poesia
É traço forte do que pra trás eu não fazia,
Pra compor "Sonetos do Universo" completos!

© RAADOMINGOS | 2021

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ALAMEDA DOS SENTIDOS


Mordaças sinto em dias idiotas
Duvidas num eterno tão deserto
Vou vagabundeando neste incerto…
São anormalidades são derrotas

Uns estilhaços, grande par de botas,
Quais desenhos mentais a descoberto
De incógnitos sentidos me auto alerto
Implantados segredos são gaivotas

Que flutuam em sonhos sem cadência
Numas azedas noites sem sequência
Que se entranham na alta madrugada

Vou escrever "Sonetos do Universo"
Cobertos sem ter mantas, num só verso
Na penumbra, avalanche, desmembrada.

© ARIEH NATSAC | 2021

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O MILENAR COMETA!


Ah, ousando louvar o mor nobre Poeta,
Numa alma violeta, hei de o homenagear!
Num breve escrevinhar, a fórmula secreta
Há de ser descoberta e a quero divulgar!

Porque posso sonhar! O milenar cometa,
Que tenho como meta! Esta arte de poetar,
Encaixada a rimar, faz rolar a caneta
Numa escrita concreta! Ah, hei de o conquistar!

E, por tanto o amar exponho o coração
Numa linda canção, que s' esvoaça em berço
Rendilhado a verso orlado d' emoção;

Aos céus chegarão os dias que converso,
P'lo planeta disperso, orando por paixão
E honrando o padrão dos "Sonetos do Universo"!

© Ró Mar | 2021

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"SONETOS DO UNIVERSO"
(Os meus)


Velavas meu corpo enquanto dormia;
Oh que visão me trouxeram os anjos!
Na luz forte, que o escuro me subtraia;
Vi proteção divina dos sete arcanjos!

Acerca-nos um desejo avassalador;
Na cama, inicia-se o primeiro verso:
Carne sobre carne, um poema d'amor;
Os mais belos "Sonetos do Universo"!

Não me deixes acordar deste sonho;
É tão doce que o não suportaria!
Permite a ilusão a que me proponho!

Diz-me o que a outra, a tua boca não diria;
Promete-me um futuro risonho!
Faz-me feliz todos os dias, mais um dia!

© RAADOMINGOS | 2021  

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PALAVRAS CRUZADAS


Observo o universo das vogais
Aonde as consoantes vão bailando
Na ausência de assentos são meus ais
Espero no meu jardim, e vou olhando

As flores que soletro, meus florais,
Com jogadas de silabas voando
Enquanto vão caindo as outonais
Chuvadas de palavras, mais brotando

Deito-me com "Sonetos do Universo"
Depois de os escrever canto e disperso
Na melodia batida no meu peito

Quando respiro falo e declamo
Numa paixão fonética que amo
Bandeira de um sujeito posto a jeito.

© ARIEH NATSAC | 2021

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OS SONETOS DO UNIVERSO


Giacomo com a oitava e dois tercetos,
Melodias diferentes, quanta glória!
Petrarca e Dante em oitavas, sextetos,
Versos encadeados, que têm história.

Shakespeare com os três quartetos,
Cada um com suas rimas, rematando
Com um dístico, exaltou os sonetos
E o amor ("Romeu e Julieta"), eternizando.

Da poesia lírica à evolução métrica,
Difundindo-se pelo mundo, o "hino"
Proliferou inovando a arte poética.
Ah, Baudelaire, o gênio alexandrino!

E, eis o renascimento, "o camoniano"
E os "Sonetos do Universo" Lusitano.

© Ró Mar | 2021

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SONETOS DO UNIVERSO MINHA LIRA…


“Sonetos do Universo” minha lira
Infinito que sai do coração
Minha história tornada uma safira
Livro onde resplandece a emoção

Vou ao fundo da alma que transpira
Num processo sem ter uma ovação
Antes pendura a sombra e se retira
Sem querer afastar sua função

Na ilha das palavras sem pudor
Dos poetas que sofrem sem ter dor
De conquista em conquista vai-se em frente

Mas por isso eu escrevo p’ra meu bem
Saltam letras no fogo, mas também
Do meu tempo que resta sai semente.

 © ARIEH NATSAC | 2021

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Sonetos Do Universo | 10/ 2021

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

O OLHAR É ALQUIMIA


Fotografia de Ró Mar


O OLHAR É ALQUIMIA


O olhar é um arco-íris imenso,
Qu' em comunhão com um' alma genuína
Alastra o universo. Tempo suspenso,
Que faz sonhar com letra pequenina.

Tão transparente e límpido! Vitrine,
Que reflete as cores imagináveis
Dando à vida poesia e a define
D' incolor. Ah, entrelinhas percetíveis!

Palete de múltiplas cores, ousando
Sentimentos de todo o feitio. Ah, magia,
Que num singelo olhar tem o mundo!

Ah, a poesia tem a cor da cortesia
Do ser e também a do pano de fundo
Contracenando! O olhar é alquimia.

© Ró Mar | 10/ 2021

terça-feira, 12 de outubro de 2021

ESTOU SÓ COM O PENSAMENTO




ESTOU SÓ COM O PENSAMENTO


Nos tempos de quietude e solidão,
Ao entrar num jardim esquecerei,
O mundo, dor a maciez do coração
E, na minha verdade encontrarei...

O odor dos teus aromas... e dormirei,
Deixando a insónia que s' elevou!
Será o mesmo sonho p'ra onde irei?
Cultivando a esperança que s' apagou.

Que deliciosas são estas memórias,
Colocadas na estante das estórias
Por estar mais perto do destino...

Estou só com o meu pensamento,
Agarrada ao passado, num momento...
Em paralelo, ao sonho feminino!

© Maria Graciete Felizardo |10/2021