segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A VIDA QUE TE CONTO


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A VIDA QUE TE CONTO


Aceita o meu amor em forma de flor
E caminha de mãos dadas com o olor
Da mais pura rosa que um dia conheceste...
E vive este mundo e o outro mais celeste.

Aceita este meu regaço de coração largo
E olha as estrelas, vais ver um luar rosa
A cor de meu amor, de mulher fermosa,
Sente este meu olhar e dança comigo.

Aceita este meu estar e entra no meu pensamento
Vive este amor, nem que seja por um momento
E lê o que te diz o teu coração em voz alta.

Sente a vibração do teu proferir pela pauta
Que compõe um céu mais diferente, magneto,
E descobre pétala a pétala a vida que te conto.

© RÓ MAR

CORAÇÃO VAGABUNDO





"CORAÇÃO VAGABUNDO"


Coração, meu irmão intransegente,
que temas em seguir o teu caminho,...
esquecendo às vezes que sou gente
que pensa, sente e sofre sem carinho.
 
Ao meu querer tu és indiferente,
em cada caminhada um espinho,
porque hei - de eu de ti ser dependente
e não posso na vida ir sózinho?
 
Tu que sempre guardaste os meus segredos,
de tantas aventuras e degredos,
resquícios de uma vida amargurada.
 
Aonde me levas tu meu coração,
de mim nunca tiveste compaixão,
pois sabes que eu sem ti, nunca fui nada!
 
Abílio Ferradeira de Brito

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

DESTINO IGUAL





Destino igual


Oh! Lua! Como tu sozinha andejo 
pisando nuvens densas de saudade, 
perdida nos porões da imensidade 
da força da paixão e do desejo. 

Sou livre, mas não tenho liberdade 
(sou presa de um amor que é tão sobejo) 
por isso em ti me espelho e em ti me vejo, 
mas não me escutas mesmo que eu te brade. 

E como tu - no espaço teu sidéreo 
envolta em tantos véus d’algum mistério – 
prossigo a caminhar sem ter caminho. 

Nós duas – eu e tu - cumprindo o rito 
de esse andejar tão só pelo infinito 
sem encontrar, do amor, o morno ninho. 

Edir Pina de Barros


domingo, 11 de setembro de 2016

SETE SEGREDOS




SETE SEGREDOS 


Insone, de passagem pelo sonho,
abro o leque dos sete segredos
e solto-os pelos vãos dos dedos
nos versos que sempre componho.

Se não sei agora onde os ponho,
não é somente por serem medos,
mas por causa de certos enredos
aos quais eu sempre me oponho.

Medonho é quedar assim ausente,
doente, a alma cheia de memória:
o passado enroscado no presente.

Ah! É justamente a tua ausência
que me afeta a vida (e a história)
e me põe aos pés desta demência!

Silvia Regina Costa Lima

OLHARES INVISÍVEIS


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OLHARES INVISÍVEIS


Teus desejos são meus largos sentimentos,
Meu coração é túmulo de momentos…
São outras cores! Quedam as nossas almas, 
Reflexas à luz `braille´ que ainda chamas.

Teus cabelos voam pelo imagético luar
Da minha existência, fios de adereço!
A saudade que nos habita tem fundo ímpar
E olhar invisível `percetível´ ao nosso espaço.

Nossas vidas, seres `sonhos´ utópicos,
Sentem a intensidade da luz não propagada
Que habita entre nós e todos os mundos.

Passeamos pelo `rubro´ céu de mão dada.
Que pequenas e tão alvas nossas mãos!
Que longa e tão névoa a suposta estrada!

© RÓ MAR