terça-feira, 30 de junho de 2015

QUE ALMA, QUE ME TINHA ASSIM, TÃO LOUCA!


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QUE ALMA, QUE ME TINHA ASSIM, TÃO LOUCA!


Acreditei que, a vida dá uma segunda
Oportunidade, que era ainda amada;
Que o mar estava sempre a nosso lado.
Acreditei em ti e amei-te em mar alado.

Acreditei que, construíamos o nosso lar
De corações abertos ao nosso olhar;
Que o dia amanhã era nossa eterna vida.
Acreditei em ti e amei-te tão perdida!

Acreditei que, era caminho certo;
Que pelo meu ombro poisava asas de amor,
Largas asas que me tinham tão perto!

Acreditei que, era céu a tua boca,
Que tuas palavras eram vero amor;
Que alma, que me tinha assim, tão louca!

® RÓ MAR

sábado, 27 de junho de 2015

HONRA E GLÓRIA


Imagem - autor desconhecido


HONRA E GLÓRIA


Aqueles que por obras se mostraram,
Dando de si aos outros com valor,
Que em gestos de ousadia sem temor
Com garra e sacrifício se elevaram.

Construindo o futuro se empenharam
Na gesta solidária do amor,
Com querer, com vontade e com suor,
Olhando ao bem comum se superaram.

Cantemos com orgulho: Glória…Glória!
E vamos elevar sua memória,
Que os vindouros os possam recordar.

E assim jamais o tempo apagará,
O homem parte, mas a obra fica cá,
Exemplo que é preciso assinalar.

Abílio Ferradeira de Brito

sexta-feira, 26 de junho de 2015

ÉS A MULHER COMPLETA, TOCA-TE AO CORAÇÃO


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ÉS A MULHER COMPLETA, TOCA-TE AO CORAÇÃO


Quando alguém te ferir e te enganar
Tenta perceber que há em ti vida,
Que esqueceste por cegueira de amar,
Tenta amar-te inteira, não estás perdida!

És muito mais que imaginas, agarra-te
Com garra e escuta o que tua alma te diz,
Tenta esquecer o que te arrasa e ama-te
Que a força que há em ti é lugar feliz!

Quando fluir aquele arrepio pela espinha
Tenta vivê-lo pleno à luz de amor
Com pujança de quem ainda sonha!

És a mulher completa, toca-te ao coração,
Tenta decifrar a vida em dedos de flor,
Que sabe decore as pulsações em mão!

® RÓ MAR
 

PINHÕES COM PÃO


Imagem - pinhão (autor desconhecido)


PINHÕES COM PÃO


Hoje fui caminhar sem um destino,
Por atalhos e veredas de um pinhal…
E o cheiro do ar puro era tal,
Que me senti nos tempos de menino!

Quando descalço ,entre o matagal,
No meio daquele aroma campesino,
A pele escura do sol, um ar franzino,
A trepar os pinheiros, sem igual…

Sentia ter o mundo ali à mão,
Ao retirar das pinhas o pinhão,
Cujo sabor não dá para explicar…

A minha irmã comia-os com pão,
Revelando-me um dia em confissão,
Que assim eles sabiam a casar!…

José Manuel Cabrita Neves

JÁ NÃO VOLTA A MOCIDADE


Imagem - autor desconhecido


JÁ NÃO VOLTA A MOCIDADE


O novelo do tempo desfiando,
Eu vou olhando a vida no meu cais,
Os dias vão chegando sempre iguais
E assim sempre mais velho vou ficando.

Eu já fui a criança que, brincando
Pelos campos e montes, aos pardais,
Viveu dias felizes, divinais,
Dif’rentes dos que hoje vão passando.

O tempo de rapaz já se perdeu,
A criança feliz que já fui eu,
Morreu há muitos anos, é saudade,

O tempo tudo dá e tudo tira,
O que ontem foi verdade hoje é mentira,
Não volta nunca mais a mocidade!

Abílio Ferradeira de Brito

quinta-feira, 25 de junho de 2015

SER, EU, A CRIANÇA QUE SONHA E QUER BRINCAR!


Imagem- Bellissime Immagini


SER, EU, A CRIANÇA QUE SONHA E QUER BRINCAR!


Eu, criança, tenho tanto amor para dar
E afago-me ao arrepio do meu tão abraço!
O que sinto pelo mundo é tal…tão espaço
E os sentimentos…!? Eu quero chorar!

Quero viver no meu mundo, deixem-me
Em paz, pois, não vos quero ouvir gritar mais!
Perdi aquela sede de brincar e abraço-me…!
Sinto que cresci e não é tarde demais…

Não é tarde de mais para ainda vos perdoar
E para amar outra vez! Eu quero viver
Ainda outro mundo além do meu e ser…

Ser, eu, a criança que sonha e quer brincar!
Será que ainda me vão deixar crescer
Ao ritmo de uma criança!? Eu quero esquecer!

® RÓ MAR

sexta-feira, 19 de junho de 2015

AS NOSSAS HORAS NÃO TIVERAM FIM


Aguarela de Pia Erlandsson 


“AS NOSSAS HORAS NÃO TIVERAM FIM”


Enternecido, o silêncio enche de doçura
As escarpas duras dos montes. E o vale 
Ao fundo, quieto, adormeceu na natura
Em grande mansidão. Pedes que me cale.

Esvaneceram-se no espaço as inquietações
Da luz. Já não é azul o céu dos recados:
Foram sumindo num arrepio claro de ilusões, 
As planícies nuas da terra e os ondulados 

Fofos das colinas. Surge daqui a pouco 
O luar. Pleno, deu o recorte nítido à rosa 
Debruçada no fio delicado da roseira; irá 

Até ao seixo, no fundo do regato! E louco, 
Há-de rebrilhar como uma pedra preciosa, 
Até as nossas horas não terem fim! Quiçá?

Alfredo Costa Pereira

CHUVA DE SAUDADE




CHUVA DE SAUDADE


Enquanto a chuva cai vem a saudade,
Que chora no meu peito em agonia,
Chega pela manhã, ou pela tarde
E fica noite fora até ser dia.

Crescendo em espiral voracidade,
Me deixa sufocado em letargia,
Tem laivos de uma insana crueldade,
Esta saudade agreste, negra e fria.

Aninhou-se no peito e assim ficou
Enchendo todo o espaço do que sou,
De imagens e de sons bem revestida.

A chuva já passou e foi-se embora,
Mas a louca saudade que aqui mora
Ficou dentro de mim pra toda a vida.

Abílio Ferradeira de Brito

ASSIM ESCREVO (TE) SAUDADES CALMAS


Imagem - Lo Charme è un nodo da stringere con stile 


ASSIM ESCREVO (TE) SAUDADES CALMAS


A noite…longa espera ao que não existe!
As lembranças trepam à vista alada;
A alma memoriza quando partiste…
O coração esgargala alma desejada.

Negros os teus cabelos que se enleiam
Pela pena que desceu do céu até aqui;
Loiros pensamentos em mim anseiam
O teu olhar e a linha que enleia é daqui.

A noite…tonta alvorada que é amada!
Descrevemos o rio singrando vida
Que existe pelo espaço das nossas almas.

Excelsos os teus braços que conduzem
A minha pequena mão e quão dizem!
Assim escrevo (te) saudades calmas.

® RÓ MAR


quarta-feira, 17 de junho de 2015

RECORDAÇÕES DA NOSSA INFÂNCIA

 
Imagem - autor desconhecido


“RECORDAÇÕES DA NOSSA INFÂNCIA”


Entramos no quarto agora vazio.
Deito-me no chão, fico à espera.
A vida acordando uma quimera
Agitando-se meu coração sadio!

Aos poucos vão-se subtilizando
Ouvidos, os olhos vêm cerrados!
O quarto vazio fala vai contando,
Sobre as canas sorrisos chegados,

Ficaram no ar, radiosos, inteiros;
Não era quarto, mas esconderijo,
E fazia parte dos nossos roteiros.

Éramos ainda jovens namorados.
E hoje, contigo para lá me dirijo
Para que continuemos abraçados!

Alfredo Costa Pereira
 

EU SOU REI

 
Imagem - autor desconhecido


EU SOU REI

 
Sim, todos os dias - todos - quando
amanheço, eu penso num recomeço:
mudar de vida ou mudar de endereço,
ter um caminhar leve...e mais brando.

Passo tudo em revista, nada abrando,
analisando até com ligeiro desapreço,
o que não tem preço (e nem agradeço) -
tantas coisas que deveria estar amando.

Se eu não tenho tudo aquilo que quis,
neste lugar foi que construí meu ninho,
mesmo que eu seja um pássaro sozinho.

E existe tanta gente bem mais infeliz,
que não fala, nem diz...mas que eu sei,
enquanto, dentro de meu lar, eu sou rei!

Silvia Regina Costa Lima


AS PALAVRAS QUE AINDA NÃO TE DISSE



Imagem- Bellissime Immagini 


AS PALAVRAS QUE AINDA NÃO TE DISSE


As palavras que ainda não te disse
Adormecem-me pela noite e sonho
Céu...azul…estrela, lua, a meninice
Dos meus verdes anos que componho.

Cambraia branca a esvoaçar pela janela
Que deixei aberta para respirar
O ar da madrugada impregnado a luar…
Pena que poisa no leito de Cinderela.

As paredes brilham e a noite é clara,
Tépido o coração que se declara…
Ninho cor-de-rosa e azul a procriar.

Silente pássaro que possui o quarto,
Que escreve todas as palavras sem piar
E embalada pela asa madrinha parto.

® RÓ MAR

 

domingo, 14 de junho de 2015

FICARAM OS NOSSOS BEIJOS


Arte de Rodolfo Barral



“FICARAM OS NOSSOS BEIJOS”


Era uma vez uma aldeola pequenina.
A Natureza tinha-a deixado só assim,
Pois queria que toda ela fosse jardim!
As poucas casas alegres, de telha fina,

Tinham portas, janelas sempre abertas, 
Para que o Céu e o Sol fossem ofertas, 
A encher nossos corações enamorados.
O tempo correu. Caminhos carregados

De mais rosas, pelo tempo multiplicadas;
E passaram os anos, no correr dos dias!
Quando voltamos aquela aldeia, já velhos,

Passeamos devagar pelas ruas já calcetadas, 
Lentos, com cuidado para não termos agonias! 
Foram-se as rosas, mas ainda estão nossos beijos.

Alfredo Costa Pereira
 

LÁGRIMAS


Imagem - autor desconhecido


“ LÁGRIMAS “


Lágrimas asperosas, pura dor
Da mágoa que sentimos sem querer,
A minha, a tua, a dele, de quem viver
No mundo cada vez mais agressor.

Lágrimas são de alguém que é sofredor,
Impulsos impregnados de sofrer,
Lágrimas que ninguém pode prever,
Reflectem nossas lutas, são clamor.

Contudo serão sempre cristalinas,
Atrevidas, sinceras, femininas,
Ao invés do que é nossa vontade.

Lágrimas escorridas pelo rosto
São fiéis aliadas de um desgosto,
Mas também podem ser de f’licidade!

Abílio Ferradeira de Brito

ANTIGA DESILUSÃO


 Imagem - autor desconhecido


“ANTIGA DESILUSÃO”


Na sala de estar mesmo junto ao fogão
Onde arderam velhas fotos amorosas
Ainda lembro as chamas caprichosas
Como se visse arder o meu coração!

No meu olhar já não há lugar a perdão
Para quem tantas mágoas desditosas
Me deu, em juras falsas e enganosas
As quais eram a minha única ilusão!

Drama mudo o meu, possa entende-lo
Quem pelo mal de amor sofreu um dia,
E nele achou muita tristeza e pesadelo,

Porque tarde viu o engano em que vivia!
Foi ao florir dos raios de neve no cabelo
Que reparei que a minha vida anoitecia!

Alfredo Costa Pereira
 

CARTAS DE AMOR


 
 Imagem - Google


CARTAS DE AMOR


Tocam à campainha, é o carteiro!
Logo um sorriso esboço de esperança!
Talvez hoje não seja uma cobrança,
Penso eu, abrindo a porta, de ar lampeiro…


Mas é publicidade que já cansa,
Aliciando o pobre o tempo inteiro,
Já que o mês é maior que o seu dinheiro,
Só consegue do mês fazer poupança…

São contas e mais contas pra pagar,
Que o carteiro leva a vida a entregar,
Tornando a nossa vida mais cinzenta…

Não aparecem mais cartas de amor,
Perfumadas com pétalas de flor,
Que os corações saudosos alimenta!...

José Manuel Cabrita Neves
 

AS PESSOAS DESGASTAM OS SENTIMENTOS


 Imagem- Bellissime Immagini


AS PESSOAS DESGASTAM OS SENTIMENTOS


Às vezes as pessoas são…ou enganam-se…
  Crêem em sentimentos de parecer
Sem questionar a essência de outro ser
E de repente o universo surpreende-se.

Às vezes as pessoas fecham os olhos
Para ver a hipotética felicidade…
Concentram a mente nesses sonhos
E de repente surge a realidade.

A fiel companheira que esqueceram…
A que foram instigados a esquecer
Viveu sempre a verdade e é o que têm são.

As pessoas desgastam os sentimentos
Porque ofuscam realidades a ser
E de repente surgem os lamentos.

® RÓ MAR
  

AMOR DOS MEUS AMORES


 
 Imagem - autor desconhecido


AMOR DOS MEUS AMORES


Só tu és para mim jóia querida,
A minha flor sem tempo debruada,
Serás eternamente a minha amada,
Enlevo desvelado nesta vida.

Linda aurora brilhante, tão luzida,
Que brilha no meu céu feita alvorada,
Rósea felicidade anunciada,
Amada, muito amada sem medida.

Tu és a minha fada, teu carinho,
Iluminou as trevas do caminho
Dando à minha vida outro pendor.

Agora que te achei é diferente
Eu sinto que eu e tu somos mais gente
É bela a fragrância deste amor.

Abílio Ferradeira de Brito

MEU NAMORADO

Imagem - autor desconhecido


MEU NAMORADO


O dia já amanheceu ensolarado,
quando abri os olhos de repente,
você não estava ali ao meu lado,
senti uma dor aguda, estridente.
 
Ai... onde estaria meu namorado?
o coração se perguntou, veemente,
e o meu corpo aquecido... excitado,
também sofria duma fome urgente.
 
Desligado, pés descalços, sem camisa,
calça jeans... assim o meu olhar divisa
você de pé em minha pequena cozinha.
 
Na bandeja: café, pão, flor... até cereja,
parecendo enredo de canção sertaneja.
Você sorri, volta pra cama e me aninha.
 
Silvia Regina Costa Lima
 

NOSSOS LÁBIOS SE JUNTARAM


 
  Arte de Pático


NOSSOS LÁBIOS SE JUNTARAM


Adormece a tarde. Nuvens cor-de-rosa,
Formas de graça esvaem-se…mistério;
A harmonia escorrega do céu silenciosa,
Desce sobre a terra preparada a critério.

Agora o sol-pôr é um momento ímpar;
A boca das rosas abre-se ficando maior,
Os grãos de terra agitam-se, para topar.
Passam lentas duas borboletas no alvor!

Encostadas à luz, folhas aves, borboletas,
E nuvens vão desaparecendo lá pelo ar;
Unem-se ao enternecimento que é geral!

E a tarde já adormeceu todas as violetas.
Nossos lábios juntaram! Hora de escutar
O amor a cantar o seu segredo Universal!

Alfredo Costa Pereira
 

AQUELE OLHAR


 
Imagem Google
 

AQUELE OLHAR


Vagueava feliz o pensamento,
Em loucos devaneios de paixão,
Palpitava no peito o coração,
Adivinhando um novo sentimento...

Era uma estranha força, uma atracção!
Uma voz interior, um chamamento,
Onde não há sequer discernimento,
Alheio ao puro senso e à razão…

Foi pois aquele olhar que se cruzou
E que não resistindo se encantou,
Ficando de amores perdidamente!

Sem sono, sem dormir, sem apetite,
Entregues aos deleites de Afrodite,
Sonham amar-se enfim avidamente!...

José Manuel Cabrita Neves
 

sábado, 6 de junho de 2015

AURORA




AURORA


Alvores de outra aurora, amanhecer,
Que bem se mostra além fazendo a ponte,
Rumores de mais vida pra viver
Sem mácula, nem nada que a afronte.

São matizes de um novo alvorecer,
Que assoma de mansinho sobre o monte,
Mais um dia que já se deixa ver,
Não tarda por ai, no horizonte.

E neste movimento natural,
Os dias se repetem, sempre igual,
A vida vai nascendo com a aurora.

Balouçar desta bola colorida,
Que vai alimentando toda a vida
Que nasce pra morrer a toda a hora.

Abílio Ferradeira de Brito

quinta-feira, 4 de junho de 2015

ONDE A VIOLETA CHORA


Arte de Ludmila 100


“ ONDE A VIOLETA CHORA”


Subi ao céu num êxtase de amor
Onde elevo a alma que me deste
Nas tuas asas fada, morena-flor;
Ouço-te a cantar lá para o Oeste.

Enches de calor a tepidez do lar;
O teu olhar subtil parece a brasa
Que enche de amor a nossa casa,
Com janela aberta cheia de luar!

Quando sol acorda a madrugada,
Como andorinhas a voar o Abril,
Vamos ansiosos à feição infantil,

À margem com choupal ladeada!
E dissemos, onde a violeta chora,
Poemas que nosso coração adora!

Alfredo Costa Pereira

AROMA DO ALÉM


Tomasz Alen Kopera #Surrealist #TuttArt


AROMA DO ALÉM


Nasci com o aroma do Além,
Dei os primeiros passos no querer
Intuído por ilógico saber
Na procura do caminho do bem.

Lancei sementes, reguei-as com crer,
Colhi o grão e levei-o à moagem.
Parti pedra, em degredo de coragem,
Construí o que hoje é o meu ser.

Mastigo o pão nosso de cada dia,
Enquanto gozo o sabor da viagem 
Guiado p’las mãos da sabedoria.

Sentirei esse aroma do Além
Num sentido regresso de acalmia,
Após mais uma vida de vaivém.

© Jorge Nuno 

…ASSIM AS FLORES VIVEM


Imagem - Bellissime Immagini


…ASSIM AS FLORES VIVEM


Hoje vou sair de mim e perfumar-te...
Ser assim, face-a-face ao mar e tudo
Descobrir, teus encantos, mergulhando
A alma pelos teus-meus olhos e espelhar-te…

Luz da existência que alastra os universos
E traz ao dia o gosto especial de amar…
Em ti o reflexo de meus doces beijos
E em meus lábios sal…vida a refrescar.

Dizes-me com carinho que sou rosa,
Flor do teu sonho e meus botões florescem,
Caminho de virtude…ao mar fermosa.

Hoje vou ser assim…pétalas que enlouquecem
O oceano…o abraço longo que vou dar-te
Faz-te o astro maior…assim as flores vivem.

® RÓ MAR


A MINHA MUSA




A MINHA MUSA


Linda como um rosa perfumada,
Tão cheia de frescura, um primor,
Altiva no seu porte, o meu amor, 
É a mais bela flor desabrochada. 

Lembra-me uma moira encantada, 
Princesa dedicada ao seu senhor, 
Que um faquir transformou em linda flor 
Na esp’rança de surgir nova alvorada. 

Minha Vénus vestida de candura,
Só Deus pode dar tanta formosura,
Pois brilha esse teu rosto como estrela.

Tanta graciosidade em ti faz gala, 
O teu corpo gentil, tua alma embala,
Rainha entre rainhas, a mais bela.

Abílio Ferradeira de Brito

quarta-feira, 3 de junho de 2015

SONHO DE AMOR


Pintura de Samuli Heimonen  


“SONHO DE AMOR”


Sonhei-te no alto do morro, envolta num lençol,
Lençol de prata perfumado e a voz do rouxinol;
O céu era azul branco. A planície era perfumada,
Lembrou-me o nosso leito, o musgo a almofada.

A noite chegou. O sol descaiu. A luz se inclina
Para encher de beijos a ti e o topo da tal colina.
E mais abaixo corria o regato sempre em festa,
Salpicando cabelos brancos no luar da floresta.

Eras bonita como rosas e esbelta como o vime,
Cheia de oiro na alma e orvalho no teu cabelo.
E tu cantavas lá do cimo com um tom sublime;

Coloquei prata do regato e rosas no nosso leito.
Fixei a única estrela que via cintilar de amarelo,
E deste-me tua boca encostaste-te ao meu peito!

Alfredo Costa Pereira


GOTA DE ORVALHO


Sorin Mateescu - Photography


GOTA DE ORVALHO


Quero sentir paixão no descobrir,
Mente sob alçada da consciência,
Sintonia com som da existência,
Despreocupação com o porvir.

Recrear-me, sem traços de aparência,
Deixar entrar a brisa e prosseguir
Com transparência no modo de agir,
Liberto da cultura de exigência.

Vou desgrenhar o cabelo grisalho,
Rir quando sair fora dos carris,
Gozar sem o conforto do meu galho.

Abdicar do que à força eu tanto quis,
E deixar rolar… qual gota de orvalho
Sobre folha, em manhãs primaveris.

© Jorge Nuno 

terça-feira, 2 de junho de 2015

MINHA ALMA TEUS OLHOS RETEVE

 
Aguarela de Cláudia Santos


“MINHA ALMA TEUS OLHOS RETEVE”


Amor teu olhar foi um clarão
Tal como o sol sobre a neve
Ou numa manhã de mar chão!
Minha alma teus olhos reteve!

E minha querida flor em botão,
Caminhaste, logo te fui seguir
Para te guardar na imensidão
Do teu supremo lindo sorrir!

Da tua voz saiu um breve som
Lembrou o mar, o firmamento
Ou tudo o que é grande e bom!

Não sei se foi o clarão ou beijo
Ou brincadeira ou sentimento,
Mas foi o meu supremo desejo!

Alfredo Costa Pereira