domingo, 10 de maio de 2015

O NOSSO NAMORO


Pintura de Lúcia M. Russo


“O NOSSO NAMORO”


Todos os que sonham e amam
Com grinaldas cantos e beijos,
A sua alma e coração cantam
Muitas visões e com desejos!

Que delicias as madrugadas!
Água que deslizas em choro,
Perfumes destas temporadas
Só para regar nosso namoro;

Vida é plena, e em paz afinal
Qual um roseiral em sangue,
Ave que voe ou sonho jovial!

Amor, a iluminar a sombra
Deixa que um ninho nos cante
E que cardos sejam alfombra!

Alfredo Costa Pereira
 

APETECES-ME… E REENTRAS TODO O SER…


Imagem - Vicente Romero_Sensuality in Art 



APETECES-ME… 

E REENTRAS TODO O SER…


Apetece-me…abrir a janela e olhar o mar…
As ondas a saltear…fluentes de um rio nosso
Que envolta o meu desejo de te amar…
Que seios…olhar salgado que emposso!

Apeteces-me…e reentras todo o ser…
Mais-que-perfeito…beijo de magia…
Vens…ao meu encontro…quanto enlouquecer…
Deleite pelas pupilas da poesia!

Amamo-nos…dois loucos de prazer
Que se envolvem de alma num só leito
Experto de universos…conjuga o ser.

Resta o sonho que há-de amanhecer
À janela…o quarto…mais-que-perfeito…
O meu corpo banhado do teu ser.

® RÓ MAR

quinta-feira, 7 de maio de 2015

UTOPIA


Imagem do Google


Utopia


Sonho o que minha mente d´alma exalta,
Digno gesto me revelou um dia
Donde uma simples pedra se movia,
Ante este mundo todo o Amor que lhe falta.

Da humana inércia algo foi brotando…
Feita pura magia. Os rios de tristeza,
Ora, corriam como oiro sobre a mesa…
A fome, a dor e a miséria calando…

A nobreza num mar celestial serena...
A letargia que afinal sorve amena,
É raio de Sol das sôfregas razões.

E lassos espíritos na utopia...
Versam o Amor, a paz e a harmonia,
Acendendo o mundo nos corações.

Helena Martins

VEM TER COMIGO, AMOR


Pintura de Madalena Lessa


“VEM TER COMIGO, AMOR”


Vem! Se tu me visses!...
Tenho alma no rosto
Em doces meiguices
Que nem o sol-posto.

Meu coração te abriga
Mesmo que o frio dobre,
Ainda que me persiga
Quem o amor descobre!

Trago esse amor cá dentro
Que tu não conheces…
Vem! Se tu soubesses!...

Abre a alma, que eu entro…
Os botões de rosa da tua face
Abrirão, mal eu te beije e abrace!

Alfredo Costa Pereira