sábado, 13 de setembro de 2014

HÁ UM OUTONO A DESFRUTAR…!


Imagem - Open ArtGroup


HÁ UM OUTONO A DESFRUTAR…!


Há um Outono a desfrutar pela Avenida!
Árvores multicolores passeiam
Sua folhagem pelas pedras da calçada,
Que luzem aos candeeiros e encandeiam!

Há luz pela noite e uma chuva miudinha
Que pelo peito refrigera o calor
De corpos suados ente sombrinha!
Há azul pelo céu a espelhar faces de amor!

Há um Outono a desfrutar pela noite!
No traje do vento vêem-se umas estrelas,
Há arrepios a caminhar e é meia-noite!

Apagam-se as luzes e mergulham
Pelo ‘mar’ folheado, parece novelas!
O silêncio rompe ao som dos que amam!

® RÓ MAR

O MUNDO QUE EU SONHAVA


O MUNDO QUE EU SONHAVA


Desmoronou-se o mundo que eu sonhava,
Que era feito de afecto e de sorriso…
Que a Terra era ainda um Paraíso,
Onde a paz era plena, onde se amava!

Pra ser feliz, tem tudo o que é preciso,
O Homem, esse ser d’índole brava,
Que em lutas de poder se envolve e trava,
Revelando loucura e pouco siso!...

O mundo que eu sonhava era um jardim!
Mas a humanidade apodreceu,
O perfume das rosas e jasmim…

Foi aquela maçã que Adão roeu,
Também aquela luta Abel/Caim…
E a Evolução deu no que deu!...

José Manuel Cabrita Neves

QUANDO A ESTRELA-D’ALVA SURGE NA ALVORADA


“ QUANDO A ESTRELA-D’ALVA
SURGE NA ALVORADA”


Ao longe… um farol em costa acidentada,
Parece prender-nos com filtros de magia
Quando o mar está negro e a lua fugidia,
As histórias já antigas de tragédia passada.

Um farol é um róseo alvor da madrugada,
Quando o sol nascente vem trazer o dia;
É um hino à luz que vai acordar a cotovia,
Quando a estrela-d’alva vem à alvorada!

O meu farol és tu, amor, segura e calma,
Miragem deslumbrante da tua pura alma,
Mística visão da mulher que quero mais!

És o farol mais belo, com uma luz divinal,
Luzeiro criador de um sol só meu, pessoal;
És a luz do nosso amor, farol do meu cais!

Alfredo Costa Pereira

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

EU, TU E O MAR…


Imagem - Jean-Paul Avisse


EU, TU E O MAR… 


Quando não estás perto de mim fujo 
Para outro planeta, onde só há uma rosa 
Vermelha a ancorar meu porto marujo 
E ali fico, até o tempo voltar, em prosa. 

Encontro-me no aconchego de pétalas 
Que perfumam noites a laivos de um mar 
Que é nosso e perco-me por ali a adora-las, 
Remo até ao infinito de um recordar. 

Quando não estás perto de mim amo 
O universo que é tão nosso e respiro poesia 
Pelos ventos de outro planeta, meu bálsamo. 

Centelha pelo luar, leito de um amor 
Que adormece ao meu lado até ser dia. 
Eu, tu e o mar letra que desperta em flor. 

® RÓ MAR