domingo, 16 de agosto de 2020

DESTINO PENDENTE


Ilustração (Maria Madalena) | Obra de António Ciseri 


DESTINO PENDENTE


Nosso destino está por viver,
E, só depois da vida, acabar.
Nós os dois, teremos prazer,
De ter a eternidade pra amar.

Este destino, agora pendente.
Já há muito por Deus traçado,
Desejo, divino, transcendente,
Para ser por nós, consumado.

Num lugar divino longe daqui.
Destinado a eternos amantes,
Que por ti, amor a Deus pedi.

Pra ser tudo puro como antes.
Como no tempo que descobri,
Em ti, os prazeres, delirantes.

domingo, 2 de agosto de 2020

O CALOR DO VERÃO

 

O CALOR DO VERÃO


Ah, paira no ar o calor de agosto
E há sol com vontade para ficar
Mais tempo do que havia suposto
No planeta que quiser habitar...

O calor do verão é composto
De certa aptidão para voar
P'los telhados num ar bem-disposto
E fazer o tempo presente de amar...

Num balão de ar ao pôr-do-sol
Há vida e prazer a acontecer
Para o dia fechar em bom lençol;

Num luar de estio ao amanhecer
Rompe o cetim ao arrebol
Numa canção bonita de ver...

terça-feira, 28 de julho de 2020

"AH, UM SONETO…"





****


COROA de SONETOS de RÓ MAR


"AH, UM SONETO…" de FERNANDO PESSOA


*

"AH, UM SONETO…"


Meu coração é um almirante louco
Que abandonou a profissão do mar
E que a vai relembrando pouco a pouco
Em casa a passear a passear…

No movimento (eu mesmo me desloco
Nesta cadeira, só de o imaginar)
O mar abandonado fica em foco
Nos músculos cansados de parar.

Há saudades nas pernas e nos braços.
Há saudades no cérebro por fora.
Há grandes raivas feitas de cansaços.

Mas — esta é boa! — era do coração
Que eu falava... e onde diabo estou eu agora
Com almirante em vez de sensação?...

© Álvaro de Campos | Fernando Pessoa

****

"AH, UM SONETO…"

1

"Meu coração é um almirante louco",
Que navegou por mares em movimento
N' adversidade pré-destinada, com pouco
Contentamento num descontentamento!

Ah, minh' alma aventureira de que tampouco
Me orgulho de ter o leme em momento
D' olhar ousado à musa! Vento de louco,
Que faço neste fim de mundo sedento!?

Abalroado ao navio fundo,
Num mergulhar inusitado por um mar
Perplexo de desassossego que afundo!

Ah, tão só e sempre o mesmíssimo olhar,
Paredes siamesas com este mundo,
"Que abandonou a profissão do mar!"

2

"Que abandonou a profissão do mar"
Pois, o próprio meio o aconselhou
A viver uma vida mais pacata! Lar
Que é moradia d' ânimos o exaltou!

Um olhar nobre, enorme vontade d' amar,
Ou melhor, de ser o mor amado ofuscou
As janelas que têm maior vista pró mar
E num minuto o movimento faiscou!

Ah, triste sina! Esta minha lente baça
Navegando o mar alto..., naufrago por pouco,
A memória colmata tempo de desgraça...

A quem amou por esse mar de tão pouco
Existencialismo, olhando toda a graça
"E que a vai relembrando pouco a pouco!"

3

"E que a vai relembrando pouco a pouco"
Versando tão convincente quanto dor...
Distópico, fragmentado e quase louco,
O mesmíssimo causa fúria d' amor;
A paixão platónica... por tão pouco

Sustentada, tanto que amou e a dor
Da natureza formosa que o tem louco,
Amor duma vida quase imperador!

A persiana suspensa num torcicolo
Que m' adentra a espinha! Ah, falta-me o ar!
Então, ligo a ventoinha e descolo...

Imaginário qu' intruso... o descansar
De tudo o que oportuna meu consolo,
"Em casa a passear a passear…"

4

"Em casa a passear a passear…"
Deambulando p' las margens do meu rio
Humedeço o aparo em tinta azul-mar
Dum tempo que a vai amando a fio;

Fino traço de pele rosa do pomar,
Dum perfume único, de flor que crio
Nos rebentos da roseira; e têm olhar
Terno os seus botões, meu arrepio...

Ah, formosura vejo o tempo de amar
No presente! Como isto me deixa louco!?
E a letra fora da linha... a dealbar...

Deambular p'la folha branca num rebloco
De letras invisíveis, tais como o olhar
"No movimento (eu mesmo me desloco"...)

5

"No movimento (eu mesmo me desloco"
Nesta folha branca, só de o desenhar)
Sinto-me outro, quase novo e coloco
O lado enfadado no fundo do mar;

Mergulhado nas profundezas por um pouco
Não afogo! Há qu' aprender a nadar!
É crucial pra um Almirante, por pouco
Vi o céu do rés-do-chão a desmaiar...

Contudo, meu lado direito dos costados
Estava com disposição pra remar
E o vento propicio a floreados!

Ah, formosura tenho o dia para amar,
Vi as estrelas e os anjos espantados
("Nesta cadeira, só de o imaginar)"...

6

("Nesta cadeira, só de o imaginar)"
A minha memória galga o agrado
E invade espaço num novo despertar
Qu' alucina o dia; verve de amado...

Se nesta pré-destinada algo inspirar
Não olho pró outro lado que é o desolado;
Pode haver utopia mais nobre qu' amar!?
Só a real beleza que és, meu respirar...

A noite rompe estrelada no cinzento
E corro as persianas de madeiro oco
No movimento ente o firmamento...

Ah, o amor pedaço de vida sem troco!
Da sensação que ronda o momento,
"O mar abandonado fica em foco";

7

"O mar abandonado fica em foco"
Num pranto que me deixa deveras cansado
Para sonhar... e neste espaço sufoco,
Que me valha aquele ancião ditado:

"Deitar cedo e cedo erguer..."! E desloco
A minha moleirinha num almofadado,
Que consola a vista do que tanto desfoco
No movimento à noite daquele passado!

Do escritório ao quatro, martelo
Dois passos no carcomido patamar
Pelas traças do tempo... e depois... zelo

O desassossego num repousante mar
E o clarão do velho do Restelo
"Nos músculos cansados de parar";

8

"Nos músculos cansados de parar"
Exercito a outra alma de trapezista,
Qualquer coisa que passe por este meu ar
Bucólico e dê a volta ao artista...

Ah, malabarista, isto é que é dançar!
Sacudir os demónios da minha vista
E alucinar num normal passear...
Folhetinista de uma tal revista!?

Realmente isto é só ilusão,
Pois é, já lá vai o tempo dos abraços
E do pé de dança aquentando o coração;

Agora tudo é diferente nos laços
Que unem o universo e a construção...
"Há saudades nas pernas e nos braços";

9

"Há saudades nas pernas e nos braços"
De outrora, passeando no Rossio
Da minha Lisboa, elixir dos nossos
Antepassados e eu tanto aprecio...

Ah, quantos os passos... sapato de meus passos
Da Praça da Figueira à do Comércio
(Terreiro de Paço) engraxado nos grassos
Da Av. da Liberdade ao Rossio...

Desci-a a olhar prá esquerda e direita
Como um parafuso que enrosca na hora,
Senti o Tejo em casa e desta feita

Continuava p'los verdes azul afora...
Caminhos de ferro e a rua estreita,
"Há saudades no cérebro por fora."

10

"Há saudades no cérebro por fora."
A Estação do Rossio imponente
E à esquina o quiosque de outrora
Com o jornal do dia da cor que se sente...

Acelerava o passo p'la rua afora...
Ah, a sede daquelas gordas era premente!
E no Chiado sentava minha gente,
Na brasileira, o café de toda a hora;

E sempre saía um verso inédito,
Havia alma nos demais calorosos abraços
E distraidamente deixava mérito,

Que nem eu conhecia, coisas de pedaços
Meus! E agora só e o pretérito...
"Há grandes raivas feitas de cansaços."

11

"Há grandes raivas feitas de cansaços"
Que m' assoleiam a alma, quis o destino
Que assim fosse! E eu que nos tempos escassos
Fui senhor de colete e chapéu de tino;

Quanto infortúnio e má sorte em laços!
Ah, quão ingénuos os meus sentimentos
Num mar tão arauto! Vi os meus abraços
Meninos cresceram em mil tormentos...

O desassossego do desassossego
É meu, só meu! Vale a pena a paixão
Por ela ainda que não mereça apego!

Dediquei uma vida sem conclusão,
Num sentido... num sentido e fiquei cego,
"Mas — esta é boa! — era do coração"...

12

 "Mas — esta é boa! — era do coração"
Que eu falava..., da aldeia e da mocidade,
Onde passeio os dias da solidão,
Tem fonte fresca e toda a minha vaidade...

De olhos cor de mar, de bilha na mão
Lá vai ela ligeira, moça de idade,
P'las escadas que dão pró casarão,
Cautelosa e sem olhar a liberdade;

Confesso que corei e não era de hoje,
Calculo ser doença para toda a hora
E não canso de a olhar... e ela foge...

Entre dedos... Ah, Senhora da Boa-hora!
É do amor de outrora, não do de hoje
"Que eu falava... e onde diabo estou eu agora"!?

13

"Que eu falava... e onde diabo estou eu agora"!?
Quiçá, confins do mar perto de naufragar!
Amanhece e eu impróprio para a hora,
Atrasei o relógio a cochilar...

Paredes siamesas, lembrei o qu' agora
Tenho na memória para passear...
Vem à tona o mar, um navegar afora
E a tinta permanente a salpicar...

Vale a pena dar asas ao sonho,
O coração leme da embarcação,
Há razão no que oponho... componho...

Contemplar minha viagem de paixão
Num poema de futuro mais risonho,
"Com almirante em vez de sensação?..."

14

"Com almirante em vez de sensação?..."
E neste compasso tão descompassado
Movimento a pauta duma canção
Que me desloca do longínquo passado!

Ah, poetas, imortais da nação!
Como eu gostaria de escrever meu fado
Num poema são de letras e escanção,
Com cabeça, tronco e membros, com tudo...

Ah, se eu tivesse o meu amor menino!
Tudo era mais fácil para este mouco,
Que desafina as cordas do violino...

Neste fim de outono, inverno por pouco,
"Ah, um soneto...", é que era... era hino!
"Meu coração é um almirante louco".

© Ró Mar | 2020/07/27

****

COROA de SONETOS de RÓ MAR

sábado, 25 de julho de 2020

AOS FUTUROS ENCANTADOS



COROA DE SONETOS de  MARIA JOÃO BRITO DE SOUSA,

LAURINDA RODRIGUES e RÓ MAR

AOS FUTUROS ENCANTADOS

***

1

Aos encantados que um dia me cantem;
Mais tarde, assim que o tempo acenda a hora
De cantar quem partiu, quem foi embora,
Que sejais vós os que em versos me espantem.

Agora, aguardo apenas que levantem
A cortina de ferro da demora
Para encantar-me toda, como outrora,
Nas sementes dos versos que outros plantem.

No espaço deste tempo em que me sei,
Vou conservando em molho de luar
As sementes dos versos que plantei,

Rebentos qu`inda estão por rebentar
Na memória do verbo em que me dei
A vós, os encantados por chegar.

© Maria João Brito de Sousa 

*

2

"A vós, os encantados por chegar"
Não sei o que dizer que vos acalme.
O vosso brilho chega-me a cegar
A apontar o trilho que me salve.

Pareceu-me ser, tão só, fatalidade
Tanta inquietação, medo e tortura...
Mas, hoje, olhando bem a realidade,
Percebo que escolhi a senda escura.

E fiquei exultante ao entendê-lo
Porque, entendendo o mal, posso metê-lo
Numa mala e atirá-lo ao mar...

No mar cabem os males de todo o mundo
Que irão depositar-se bem no fundo
Deixando livre meu barco a navegar.

© Laurinda Rodrigues

*

3

"Deixando livre meu barco a navegar"
P'las marés insinuas do Olimpo
Sei de que mais versos vêm ao mar,
Quiçá, à bolina dum céu mais limpo!

Num sideral espaço o declamar
Escutarei, dos deuses do Olimpo!
Minh´alma e meu olhar a rimar
O Planeta num outro mar pimpo!

Vos aplaudirei, Musas doutra Era
Que cultivarás no nobre pano
A tão cobiçada Primavera!

A vós, que poetais quotidiano
Por marés cultivando a quimera,
Os rebentos do mar soberano!

© Ró Mar 

*

4

"Os rebentos do mar soberano";
Vós, esses a quem passo o testemunho,
Não de um império poderoso, arcano,
Mas das pequenas coisas de outro cunho;

Lutas do dia a dia, de ano a ano,
De Janeiro a Janeiro, ou Junho a Junho,
Que não terminam nunca em desengano,
Pelas quais me levanto erguendo o punho.

Se em verso vos deixar também protestos,
Não os olheis como se fossem restos;
Poderão ser do poema a própria essência,

Talvez o seu motor e a sua meta...
Quem o sabe melhor do que um poeta
Que exalta, num só verso, Amor e Ciência?

© Maria João Brito de Sousa

*

5

"Que exalta, num só verso, Amor e Ciência"
Em palavras que são sons musicais,
Porque é esse o sentido da existência
Dos poetas que são tradicionais.

A forma modelada com cautela 
Reacende o prazer do verso eterno...
Quer entendam ou não, isso revela
A sintonia com o céu e com o inferno.

O poeta é um louco apaixonado
Que não teme ser lido nem violado
Por intenções de critica maldosa...

Tem a força do ar em vendaval
Comunica para além do que é real
E pode ser o espinho ou ser a rosa.

© Laurinda Rodrigues

*

6

"E pode ser o espinho ou ser a rosa"
Duma arte desmedida de certo tino,
Que une vida e utopia em airosa
Harmonia desafiando o destino!

Tempo e contratempo numa prosa
Poética a ritmo, que compassa fino
Os decibéis da pauta volumosa
Das metáforas dum violino!

Compondo as silabas momentâneas 
Através dos tempos numa memória,
Que é fiel às ditas contemporâneas!

Oscilando perplexo o astro poesia
Em alma inspirada, dota e espontâneas
Teias duma linguística de cortesia!

© Ró Mar 

*

7

"Teias duma linguística de cortesia"
Em que a razão vai estando harmonizada
C`o ouvido que tece a melodia
E as mãos que lhe grafam a toada.

Não poderão faltar, na sinfonia,
A paixão que lhe surge em galopada
E um não-sei-quê que toma a primazia
Antes da obra estar bem terminada.

E é desta união quase admirável
Que, enfim, nasce o soneto, esse improvável
Fruto de tudo aquilo que narrei

E de algo mais que julgo inenarrável,
Mas talvez possa vir a ser explicável
Ainda que confesse que o não sei...

© Maria João Brito de Sousa 

*

8

"Ainda que confesse que o não sei"
Porque razão respondo sempre em verso...
Há uma força em mim que não expliquei
Mesmo quando pergunto ao universo.

Talvez a minha alma tenha asas
Que voam para além no céu estelar
E sejam as estrelas minhas casas
Quando, à noite, tento dormitar.

Adivinhei então o meu destino
Este desprendimento de ter tino
Como a gente normal que me rodeia...

Não há nada de errado neste Ser:
Basta que seja Eu para acontecer
O verso na harmonia desta teia.

© Laurinda Rodrigues

*

9

"O verso na harmonia desta teia"
É o ultimo de cada soneto,
Que une criando laços de poesia
Expressando o contexto concreto;

O tema é banhado em lua cheia
Ao longo de catorze e o ultimo soneto 
É a chave da coroa, que recheia
Com o primeiro verso do primeiro soneto.

E eis que se define o poema-maior,
Onde as causas nobres são versadas
Em tom heróico e o ênfase é o amor,

Sobretudo o platónico, esmiuçadas
Em arte e engenho que tecem o amor
À vida pelos poetas dotados(as).

© Ró Mar 

*

10

"À vida pelos poetas dotados(as)"
Que teimam em cantar e ir encantando
Embora sejam eles os encantados
Por sortilégios que vão germinando

De mão em mão, nos versos partilhados,
De boca em boca, se outros vão cantando...
E haja guitarra que aguente estes fados
Ou coração que pulse ao seu comando!

Se o meu fraqueja e se a assustada Musa
Me foge, abandonando este seu posto,
Sou eu quem lhe recusa essa recusa,

Prendê-la-ei, não lhe darei tal gosto;
Como a génio de outrora, numa infusa
A manterei até que passe Agosto. 

© Maria João Brito de Sousa 

*

11

"A manterei até que passe Agosto"
Símbolo do leão ou da leoa
Que são os reis do sol, nascente ou posto,
E sabem dizer "não!" àquilo que doa!

Porque à grandeza nem a morte ataca
E a poesia faz parte da grandeza
"Mens sana in corpore sano" se destaca
Quando recriamos lúcida pureza.

Talvez andemos todos enganados
Com o sentido de todos estes fados
Que assustam os mais fortes animais...

Mas não esqueçam da vida o sortilégio
Invocando o poeta José Régio
Quando teceu seus versos imortais.

© Laurinda Rodrigues

*

12

"Quando teceu seus versos imortais"
Deixou o legado da prosa num verso
Que canta à nobreza dos nossos imortais,
Os poetas mais consagrados do universo;

Bem estruturado e escandido, jamais
Será vencido por um mundo disperso!
Mar qu' enfrento com meus ancestrais
Na serena epopeia de nobre berço.

Ah, Mor Sá de Miranda que formosa prenda
Ofertas-te em tempos ao meu Portugal!
Faz jus à língua de Camões e senda

A outros tantos que o tornam imortal,
Tão imortal qu' ele renasce e desvenda
Dia após dia mais paixão ao graal.

© Ró Mar 

*

13

"Dia após dia mais paixão ao graal"
Ou - por que não? - à fórmula perfeita
De se compor uma expressão verbal
Que há setecentos anos foi eleita
Por Da Lentini, que lhe lança o sal,

Por Petrarca que a lança já escorreita,
Por Dante que lhe alteia o pedestal
E lhe aconchega a cama em que se deita.

Abdicando de pompa e gongorismo,
Atravessou o mar do Modernismo
E no Pós-modernismo se adentrou

Com a firmeza e a serenidade
De quem traz equilíbrio e traz vontade
Pra somar à beleza que engendrou.

© Maria João Brito de Sousa 

*

14

"Para somar à beleza que engendrou"
Que atravessou o espaço secular,
Será arauto, num tempo que tardou,
De uma mensagem que chega para ficar.

Vai falar do amor desinteressado,
Do prazer da partilha do saber,
Entre gente que passa lado a lado
E não precisa, sequer, se conhecer.

Gente que quer sentir tranquilidade,
Uma alegria doce e até saudade
Na intenção genuína que levantem... 

Pode ser que estas sejam frases tolas
Mas quero dar um ramo de papoilas
"Aos encantados que um dia me cantem".

© Laurinda Rodrigues

*

COROA DE SONETOS AOS FUTUROS ENCANTADOS 

Autores: Maria João Brito de Sousa, Laurinda Rodrigues 
e Ró Mar.

***

Horizontes da Poesia | 2020/07/25