quinta-feira, 2 de julho de 2015

SÓ O AMOR LEVA À FELICIDADE

 

SÓ O AMOR LEVA À FELICIDADE


Amar é dar de nós com alegria,
É ver nascer mil flores no deserto,
Ser mestre no criar da fantasia,
Moldar o coração num céu aberto.

Amar é ter o termo da harmonia,
Sentir o Sol brilhar no encoberto,
Fazer nascer no peito um novo dia,
Sofrer por alguém que não ‘stá perto.

É experimentar um bem universal,
Recriar uma força divinal
Que muda toda a nossa realidade.

Amar é descobrir tudo o que é belo,
Desfiar com amor esse novelo
Que só pode levar à f’licidade.

Abílio Ferradeira de Brito 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O INCÊNDIO DAS ESTRELAS

 
Pintura de Pedro De Negrão Büisel


“O INCÊNDIO DAS ESTRELAS”


A palpitação que se instala quando teus
Olhos por vezes lá se esvaem aos meus,
Faz-me pensar em palavras que definam
O sentido secreto da beleza que já viram.

É a procura ansiosa, a procura de uma 
Forma para que a agitação do coração, 
Com artérias por todo o teu corpo suma,
E to possa dizer numa singela redacção!

Tenho meus olhos abertos, carregados 
De estrelas, na garganta trago silêncio;
Aspiro a cor dos ramos cheios de flores.

A lua passa longínqua pelos adornados
Novelos das estrelas, todas em incêndio 
Ateado pelos nossos corpos em amores!

Alfredo Costa Pereira
 

AVAREZA


 AVAREZA


Nariz adunco, olhar desconfiado…
Sinistro ar, maléfica figura!
Corpo corcunda, estranha criatura…
O rosto seco escuro e encovado!

Adepta da poupança e da usura,
Tem normalmente aspecto escanzelado…
Pois prefere não comer e ter guardado,
O dinheiro com forte fechadura…

Incapaz de condoer-se por alguém, 
Que pede pra comer, que nada tem!
Porque é fria, insensível à pobreza!

Vive no egoísmo e na indiferença,
Amealhando uma fortuna imensa,
E morre miserável a Avareza!...

José Manuel Cabrita Neves

EU, NEM SEI PORQUE É QUE AINDA TE ESCREVO!


Imagem - Bellissime Immagini



EU, NEM SEI PORQUE É QUE AINDA TE ESCREVO!


Eu, só queria viver mais um pouco!
Quando o caminho nos cruzou pensei
Que podia ser feliz, pois, eu nem sei
Porque ainda te escrevo, que amor louco!

Confiei-te o mais puro de mim e tu
O que fizeste a mim!? Amaste, enfim,
Por pouco fizeste-me teu Jardim.
Eu, nem penso em que mais és capaz, tu!

Eu, só queria viver grande paixão!
Ser flor pelos lençóis nossos e à tua mão
Aquela amiga que sente teu coração.

Eu, nem sei porque é que ainda te escrevo
Se o vento que deixaste é solidão
Pelo leito de Jardim onde ainda vivo!

® RÓ MAR