quarta-feira, 1 de julho de 2015

AVAREZA


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AVAREZA


Nariz adunco, olhar desconfiado…
Sinistro ar, maléfica figura!
Corpo corcunda, estranha criatura…
O rosto seco escuro e encovado!

Adepta da poupança e da usura,
Tem normalmente aspecto escanzelado…
Pois prefere não comer e ter guardado,
O dinheiro com forte fechadura…

Incapaz de condoer-se por alguém, 
Que pede pra comer, que nada tem!
Porque é fria, insensível à pobreza!

Vive no egoísmo e na indiferença,
Amealhando uma fortuna imensa,
E morre miserável a Avareza!...

José Manuel Cabrita Neves