domingo, 24 de abril de 2016

PÕE A TUA MÃO NA MINHA




"PÕE A TUA MÃO NA MINHA"


 Põe tua mão na minha sem temores
e vamos passear a f'licidade,
colher muitos sorrisos, ver as flores,
que existem nos jardins desta cidade.

Cantemos com a voz de trovadores,
entoando mil canções de liberdade,
façamos que nos tomem por cantores,
cantando com amor e com verdade.

Iremos abraçar o Sol de Abril,
neste céu matizado em tom de anil
e nuvens em castelos de algodão.

Com gestos de ternura bem nutrida,
nós vamos pintalgar a nossa vida,
fortalecer a nossa relação.

Abílio Ferradeira de Brito


sábado, 23 de abril de 2016

OS LIVROS SÃO SONHOS DE GENTE GIGANTE




OS LIVROS SÃO SONHOS DE GENTE GIGANTE


Os livros são o regresso de um passado;
São a vida de um presente rascunhado;
São o encontro inesperado do futuro;
São mensagens eternas de verde ouro.

Os livros são caminhos de ar e luz;
São verbosos labirintos de escritor;
São dom, alma, de poeta e também cruz;
São palavras escritas que urgem o leitor.

Os livros são cultura ou bibelôs de estante!
São utopias e filosofias de alguém;
São pontes da terra ao céu e mais além.

Os livros são sonhos de gente gigante;
São seres em constante movimento;
São noite ou dia ao eixo universal do momento.

© RÓ MAR

quarta-feira, 20 de abril de 2016

MAS COMO NÃO AMAR?




Mas como não amar?

 
E como não amar a vida, o pranto
que generosamente nos liberta,
o apoio de um amigo em hora certa,
a dor que se esvanece e aqui eu canto.

A morte, que nos cerca - sempre alerta -
mas que renova a vida e que, portanto,
gesta em seu bojo um novo e doce encanto,
a íntima esperança – a grande oferta.

Em tudo, tudo, viça sempre a vida,
feita de encontro, dor e despedida,
no cíclico pulsar da natureza.

Mas como não amar tamanhas prendas,
a vida, que é a maior das oferendas,
e deve ser tratada com nobreza.

sábado, 16 de abril de 2016

DESILUSÃO




"DESILUSÃO “


Os anos se passaram, triste vida,
Aos poucos branquearam meus cabelos,
Meus sonhos já desfeitos, qual novelos,
Se foram definhando sem guarida.

Nascera e morrera malparida
A minha ilusão de fracos elos,
Meus sonhos eu quisera converte-los
Sem nunca conseguir melhor saída.

Caminhos que trilhei, que a sós venci,
A senda do calvário percorri,
Lá onde meu destino ergueu a cruz.

Hoje me entrego a vós, ó meu Senhor,
Pois tudo eu sofri por teu amor,
Transforma a minha dor, em paz e luz!...

Abílio Ferradeira de Brito