domingo, 29 de março de 2015

O AMOR UNIVERSAL

 
 
  

O AMOR UNIVERSAL


 As suas primaveras já passadas,
Os seus cabelos brancos como a neve,
Os bons e maus momentos que reteve,
Em memórias no tempo enrugadas…

Na vida há uma data em que prescreve
A duração dos dias e noitadas!
O acordar nas doces madrugadas,
Depois de ter vivido um sonho breve…

Mas enquanto não chega essa má hora,
Transmite uma cultura boca fora,
Enriquecendo a nova geração!

Lamenta sempre ser tão curta a vida,
Pra construir a obra pretendida:
O Amor universal em união!…

José Manuel Cabrita Neves
 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

VEM A MEUS BRAÇOS


Imagem - Iván Slavinsky - Sensuality in Art


VEM A MEUS BRAÇOS


Vem a meus braços, quebra esta incerteza
Que faz bater tão forte o coração,
Traz luz à minha pobre escuridão,
Arranca do meu rosto esta tristeza.

Vem rasgar este véu de tibieza
Que tudo em mim destrói sem compaixão,
Arranca do meu peito esta ilusão,
Que traz amargo pão à minha mesa.

Vem meu amor, e traz felicidade,
Nem lembranças remotas, nem saudade,
Apenas, tão-somente amor sincero.

Traz-me rosas vermelhas no olhar
E muito amor… amor, para me dar,
É tudo nesta vida o que mais quero.

Abílio Ferradeira de Brito

MISTÉRIO DE EXISTÊNCIA E SEDUÇÃO


Pintura de John Everet Milais


“MISTÉRIO DE EXISTÊNCIA E SEDUÇÃO”


A neve caiu devagar, branca silenciosa,
Tal como a tarde, em flocos de algodão,
Lançando sobre a terra, manta formosa
Fria, cobrindo-a com meiga ondulação.

E a que se deve este mistério e sedução:
O céu lacrimejar a terra, silenciosamente
Com neve alva na vez da chuva ausente;
Pétalas brancas serão de flores de ilusão?

E a neve choramingando o seu destino
Torna a terra árida, apagando caminhos
Para pobres caminhantes e peregrinos!

A neve sendo bela, tudo gela e entristece,
E pintada de branco, a paisagem fenece
Com laivos vistosos de cetim e arminho!

Alfredo Costa Pereira

ALMA PURA


Imagem: Bellissime Immagini


ALMA PURA


Ó alma pura em tão pálido rosto!...
Ocultada no vil rubor de um manto…
Cerrais os teus olhos no etéreo mosto,
Cantando ternos versos do meu pranto!…

Lá no alto, erguida... Ó alma que ora!...
Curvada. Nos Céus, eleva, esquecida…
Essência solta pelo cosmos fora,
Veios d´amor e ternura sentida!…

Crendo desta vida a temperança…
De jamais ver morrer toda a esperança
Que um belo dia o Universo viu nascer:

Prós tristes e pobres, a real magia…
Para todos os caminhos, a alegria…
De um novo mundo em seus olhos ver!...

Helena Martins