terça-feira, 1 de setembro de 2015

NESTE MEU AR CORRE O AZUL RIO AQUANDO O AZUL CÉU


Imagem – Gardenia by Gardenia – Art by Anna 2 


NESTE MEU AR CORRE O AZUL RIO 

AQUANDO O AZUL CÉU



Neste meu corpo, pávido e sereno,
Corre ainda o azul do rio, em ventos esquecidos;
Abrem-se portas, em lufadas de um moreno
Que aviva o passado, em modos mudos.

Neste meu olhar, estreito e resignado,
Corre ainda o verde do campo, em flores adormecidas,
Reabrem janelas, em brístol doirado
Que rodopia o presente de outras vidas.

Neste meu ser há duas margens, bem nítidas,
Que me circunscrevem à natureza de vidas
Que fui e que ainda serei aquando o azul céu.

Neste meu ar corre o azul rio, orlando o níveo e o breu,
Que circunscreve meu destino, qual lerei um dia
Aquando as pálpebras corcovarem à romaria.

® RÓ MAR

SOB O SIGNO DA LUA

 
Imagem - Google


SOB O SIGNO DA LUA
 

Que ela, por todo o céu, ande,
caminhando sobre terra e mar,
pois, quanto mais belo é o luar,
mais a minha alma se expande.

E não há no mundo o que mande
uma pessoa mais e melhor amar,
do que nas águas ver despencar
aquela esfera formosa e grande.

Um clima de romance se acentua
(aumentando nossa sensibilidade)
por despertar fatal sensualidade.

Então, é sob o signo dessa bela lua
que o amor vira uma total sedução -
e brota no poeta a luz da inspiração.
 
Silvia Regina Costa Lima

terça-feira, 25 de agosto de 2015

PORQUE NA VIDA NOS LIGA O AMOR



Pintura de Florença Harrison 


“PORQUE NA VIDA NOS LIGA O AMOR”


Á tua prosa prefiro meu verso,
Se bem que a ame com ternura.
Mas no belo eterno do Universo,
Verso tem mais brilho, candura!

Fala-nos à alma, ao sentimento;
Tem graça e leveza, preciosas!
Mas gosto de todas as prosas
Se definem um pensamento!

Tua prosa é fluente e de primor;
É-me grato saboreá-la devagar,
E tem estilo para eu a guardar.

Porque na vida nos liga o amor
Meus versos trazem a ventura
E a tua prosa traz-me frescura!

Alfredo Costa Pereira
 

ROSA E A CHUVA...


Imagem - Google


ROSA E A CHUVA...



Na pétala quente nascida em agruras,
Ao sol escaldante da seca voraz,
Pedia clemência pra sua secura,
Pois nem o orvalho seria eficaz.

A nuvem passava e esquecia da rosa,
Tremendo de sede tombava no chão,
E a chuva do amor deixou de ser chorosa,
Formando um deserto no seu coração.

A mãe natureza escutou seu pedido,
Chorou sobre a flor de destino bandido,
Gravando à moldura um fluído frescor.

E assim quando a chuva caiu sobre ela,
Surgiu com fulgor a paisagem mais bela,
A rosa e a chuva em fascínio de amor.

Elair Cabral