sábado, 6 de fevereiro de 2016

RESPIRO O VENTRE QUE SOU





RESPIRO O VENTRE QUE SOU


Quero mui bem amar a natureza e dela poder desfrutar!
Quedo-me, na mais pura essência, onde respiro o ventre que sou!
Passeando de arbusto em arbusto, vejo, a raiz que brilhou,
Palavras, quais capazes, de mui amar;

Vejo campos de mui beleza, que se insinuam
Tão bem, que nem preciso de escrever para se ler
O quão é belo viver livre e amando os que nos amam!
Ainda assim anoto o que tanto quero ver crescer...

Numa folha branquela, interrompida pelo silêncio da natureza,
Brotam palavras que crescem em ramos de alfazema;
Sentem-se os cheiros à margem refletindo beleza...

De uma essência que tenho mui estimada para enaltecer
O capítulo que ouso assim compor, espelhando a serena alma,
Pelo universo que abre portas a este meu ser.

© RÓ MAR