quarta-feira, 30 de setembro de 2015

POEMA


 



  POEMA


Sou o teu respirar, o teu sentir.
Sou o teu desabafo angustiado…
Sou aquele momento apaixonado,
Sou lágrima na hora de partir…

Sou às vezes canção, às vezes fado.
Sou coração cansado de carpir.
Sou às vezes verdades a fingir,
Sou a alegria extrema se animado…

Sou a palavra amor, adocicada,
Composta em versos e metrificada,
A relatar histórias de afecto…

Posso ser livre ou ser sujeito a rima,
Em que uma certa música me anima,
Como é o caso aqui deste soneto!...

José Manuel Cabrita Neves