quinta-feira, 1 de maio de 2014

ABRAÇO AZUL

 

Abraço azul

 
Num abraço azul no infinito de mim me lanço,
Banhando-me no fluxo mar do firmamento.
Navego nessa luz ora perdida no tempo
Por instantes eternos a plenitude alcanço...
 
Um oceano de paz emerge - lá das estrelas,
E corre-me pelas artérias. Apaziguamento.
Jorram gotas de ternura e contentamento:
 De júbilo choram os meus olhos ao vê-las.
 
Derrama-se o azul impregnado da alma certa
De que sempre que persistirem nuvens no céu
Cerrará os olhos na transparência de um véu...
 
No silêncio da noite, meu sentir desperta
Eleva-se um grito surdo em meus pensamentos:
Presos a esse fino véu, deixei meus fragmentos...
 
 Helena Martins