segunda-feira, 7 de julho de 2014

COMO É SEMPRE BREVE A NOSSA VIDA


 

Pintura de Edvard Munch


"COMO É SEMPRE BREVE A NOSSA VIDA"

Quando se morre novo ou nova,
Gente e povo choram a sua cova;
Factos que parecem desumanos!
Mas é sempre breve a nossa vida.

Mesmo após passar os cem anos
Que parece uma vida prolongada,
Morrendo, ainda não vivemos nada!
É um postulado à nossa medida.

Céleres vão-se os anos, a energia;
Assim nos leva a morte negra e fria,
A alma desventurada, alma iludida!

Há milénios sem fim que se repete:
À eterna sombra algo nos remete,
Que só a luz do firmamento reflete!

Alfredo Costa Pereira